Vacina Meningocócica

As vacinas meningocócicas são indicadas para a prevenção das infecções causadas pelos meningococos (bactérias) - particularmente a meningite meningocócica.

Atualmente, no Brasil, dispomos de três tipos de vacinas meningocócicas:

  • Vacina meningocócica do grupo C conjugada: indicada aos 3 e 5 meses, com reforços entre 12 e 15 meses idade e entre 5 a 6 anos.

  • Vacina meningocócica conjugada A,C,W e Y :Esta vacina confere proteção contra 4 sorotipos da bactéria do meningococo. Existem dois tipos diferentes da vacina. A vacina conjugada CRM, está liberada para uso em crianças com menos de 1 ano de vida e recomenda-se que seja feita aos 3, 5 e 7 meses, com reforço dos 12 aos 15 meses, e após, aos 5 anos.
    Vacina meningocócica conjugada TT : pode ser feita apenas em crianças após 12 meses de vida e também pode ser usada para reforços em idades de 5 anos e adolescência.

    Mais recentemente, temos a vacina para o meningococo B que, em várias regiões do Brasil, passa a ser a principal causa de doença meningocócica. Também deve ser feita aos 3, 5 e 7 meses, com dose de reforço após um ano de vida. Se for feita após os 12 meses, deve ser feita em duas doses com intervalo mínimo de 2 meses.
    As vacinas contra o meningococo, em especial, a vacina do meningococo B, pode produzir eventos adversos mais intensos no bebê. Febre, perda do apetite, irritabilidade, dor local, inchaço e vermelhidão são descritos. Embora ocorra de forma eventual, alguns sintomas gastrointestinais são também relatados.
     

 

Meningocócica

A doença Meningocócica é uma infecção causada por uma bactéria chamada Meningococo, que pode causar doenças desde formas leves, que simula uma infecção respiratória, até formas muito graves, que são as mais comuns, com uma infecção generalizada (septicemia). Neste último caso, os sintomas são: mal estar súbito, febre alta, calafrios, prostração e pequenos pontos avermelhados na pele (alguns são semelhantes a picadas de inseto e outros, a hematomas). Os casos mais graves também podem causar uma meningite e, então, a pessoa terá os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. O paciente pode apresentar-se consciente, sonolento, torporoso ou em coma. Entre 2 até 10 dias é o tempo que leva para surgirem os primeiros sintomas (sendo a média de 3 a 4 dias).

Outra forma da doença é a meningoencefalite (inflamação do cérebro e de suas membranas), na qual ocorre a importante perda da capacidade de comunicação do paciente.

Observação: Bebês ainda amamentando apresentam um quadro diferenciado. Por isso, deve-se observar: febre, irritabilidade ou agitação, gemido de dor ao mexer em suas pernas, recusa alimentar, vômitos, convulsões e o surgimento de uma protuberância arredondada no topo da cabeça do bebê.

Transmissão - O ser humano doente ou o portador não doente.

Forma de transmissão - Contato íntimo de pessoa a pessoa (indivíduos que residem no mesmo domicílio ou que compartilhem o mesmo dormitório em internatos, quartéis, creches etc.), por meio de gotículas de saliva e outras secreções do nariz e da garganta.

Período de transmissão - É transmissível enquanto a bactéria estiver na garganta e no nariz. Em geral, ela desaparece da garganta 24 horas após o início do tratamento com antibióticos.

Complicações - As sequelas podem ser: feridas na pele (necroses), surdez, inflamação nas articulações, problemas cardíacos, paralisias, alterações no cérebro, entre outras.

Lembre-se: não se automedique. Sempre procure seu médico. Ele poderá indicar o melhor tratamento para que você recupere sua saúde.