Dengue

A dengue é uma doença viral, produzida pelo por um vírus da classe dos flavivírus e transmitida pela picada do Aedes aegypti. Os sintomas podem variar de leves (formas assintomáticas) até formas graves e hemorrágicas, com evolução para o choque.

A doença se caracteriza por febre, dores de cabeça em região retro orbitária (atrás dos olhos), dores musculares intensas e rash cutâneo (manchas vermelhas na pele). Em geral, o doente experimenta grande prostração e as dores musculares podem ser intensas, impedindo as atividades diárias.

Alguns sintomas e sinais podem definir pior evolução da doença e precisam ser rapidamente identificados pelo paciente e pela equipe de saúde que o atender. São chamados sinais de alarme , alguns sinais de sintomas que geralmente surgem após uma discreta melhora dos sintomas iniciais e podem indicar uma evolução mais grave da doença: dores abdominais intensas e contínuas, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (gengiva, mucosa genital, sangramentos intestinais, etc.); irritabilidade e letargia, crescimento do fígado e derrames em cavidades corporais (somente detectáveis ao exame clinico); sinais de hemoconcentração (somente detectável por exame laboratorial). As formas graves da doença podem evoluir com choque, sinais de sangramento grave e falência de órgãos, levando à morte. É muito importante buscar orientação médica logo à suspeita da doença, pois medidas simples como hidratação adequada e evitar uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, podem determinar uma boa evolução do quadro clínico.

Vacina contra a Dengue


A vacina para dengue está disponível para qualquer pessoa que queira se proteger da doença. A vacina é produzida com vírus vivo atenuado e é resultado de engenharia genética que combina cada um dos 4 sorotipos do vírus dengue com o vírus da vacina da febre amarela.
A vacina confere imunidade total de cerca de 65,6% e esta imunidade chega a mais 83,2% para o vírus tipo 4. O vírus tipo 2 é o que tem menor proteção pela vacinação, tornando sua eficácia menor, especialmente se há maior circulação deste sorotipo.

A vacina está liberada para uso dos 9 aos 45 anos e deve ser aplicada em 3 doses com intervalos de 6 meses. Até o momento, não há indicação de reforços.

Os efeitos colaterais mais comuns são relacionados a febre, dores musculares e cefaleia. Por ser vacina de vírus vivo atenuado, ela não pode ser feita em gestantes nem em indivíduos com doenças que afetem o sistema imunológico, tais como pessoas portadoras ou em tratamentos para cânceres, doenças autoimunes, transplantados, portadores do HIV.